Eu sou do lar
Antigamente as mulheres que saiam de casa para trabalharem fora eram vistas como rebeldes, inconsequentes e eram mal vistas pelas sociedade. Hoje parece que os valores se inverteram e a discriminação voltou-se para a mulher que opta por largar sua profissão, seu emprego, e ir cuidar do lar. Geralmente essa opção se dá devido à chegada dos filhos, seja por nascimento ou adoção, e precisamos estrar bem preparada para assumirmos de fato nossa escolha. Vamos considerar alguns pontos que podem surgir em decorrência dessa decisão:
Ser dona de casa não significa ser “ignorante”
Há quem pense que a dona de casa “só” limpa, lava, faz comida e vê novela. Ledo engano. Independente da escolaridade formal, a dona de casa moderna está cada vez mais antenada. A tv, os livros e a internet trazem muita informação, e a dona de casa tem utilizado essas ferramentas não só para o entretenimento, mas também para aprimorar suas habilidades naturais e desenvolver outras. Inteligência, cultura e informação não são exclusivos de quem trabalha fora!
A dona de casa como apoio estratégico para toda a família
Como tem um horário mais maleável, por trabalhar em casa, a dona de casa dá suporte “técnico” para os outros membros da família. Nesses casos ela exerce variadas funções desde personal shopper (comprando roupas para o marido), motorista (levando ou trazendo os filhos de cursos e treinos), office boy (indo aos bancos e outros serviços burocráticos), secretária (agendando consultas e outras marcações para todos), baby siter (cuidando de outras crianças da família ou de amigas), até organizadora de eventos (sempre se envolve em festinhas e comemorações). Que outro profissional exerce tantas funções com essa maestria?
É preciso cuidar da auto-estima
O trabalho doméstico e familiar é muito importante, mas não pode ser mais importante que a dona de casa. Marido, filhos e casa serão mais felizes se a mulher que administra isso tudo for bem resolvida, se sinta bem na sua função e bem consigo mesma, com sua aparência e que se valoriza. As donas de casa modernas cuidam de seu corpo, de sua pele e de seu intelecto com a mesma dedicação com que cuida de seu lar. Desenvolve e cultiva amizades, se sente à vontade em seu meio social e sabe conversar sobre assuntos variados.
Aprendendo a lidar com as críticas
Sabemos que, assim como a mulher era criticada por trabalhar fora, hoje é criticada por trabalhar no lar, como se estivesse privando o resto do mundo de seus talentos e os desperdiçando dentro de casa utilizando-os para um grupo tão restrito de pessoas. Com isso vêm as críticas de que fez a pior besteira de sua vida, que vai ser uma escrava, que vai ter uma vida entediante, há mães chorando e se perguntando onde erraram na educação de suas filhas, amigas decepcionadas com a decisão tão chocante, enfim, uma enxurrada de argumentos contra a decisão tomada conscientemente. A questão, como em qualquer crítica, é não se deixar abalar e nem reagir com outras críticas. A imagem distorcida da questão trabalhar fora – trabalhar em casa está sendo equilibrada (estamos no séc, XXI!), então logo logo a sociedade se acostuma. Respeite-se e valorize-se, de maneira nenhuma envergonhe-se de sua função.
É assim, da próxima vez que te perguntarem qual a sua profissão, encha o peito, eleve a voz, dê um sorriso e diga. Eu sou DO LAR!
{Renata Marques}
Boa reflexão Renata. Acho q é exatamente isso. A dona de casa moderna é uma multiprofissional, mas o problema é o desvalor. Nenhuma das tarefas q ela faz serve para executar um trabalho off-casa e isso é mt ruim. Acho muito importante q a mulher dona de casa, mesmo por opção, deva ter algum plano de rendimento tb.
Taì… bom ponto de vista. ^.^
Re adorei! Uma coisa que a dona de casa é tb, uma boa psicóloga mediadora, pois ela levanta o astral do marido quando tem problema no trabalho, ela sabe a hora de calar e de falar, ela põe fim nas discussões das crianças… Para um lar com paz, ela é fundamental, eu pelo menos sinto que sou um ponto importante para que a casa não enlouqueça e no dia que eu estou meio louquinha, aí é duro, porque outra pessoa não faz o meu trabalho e daí é todo mundo nervoso… rsrsrs Por isso é importante que a dona de casa se mantenha equilibrada. Meu marido costuma dizer que tudo o que ele é, é porque eu estava atras dando apoio e ajudando a pensar. Graças a Deus tenho um marido que reconhece a importancia da minha profissão.
Oi Renata. Digo com muito orgulho que “sou do lar”. Resolvi parar de trabalhar quando nasceu a minha primeira filha e não me arrependo disso. Não ligo para críticas, e sou muito bem informada sobre tudo o que se passa no meu país e no mundo. Vou ao cabeleireiro e me cuido da mesma forma como se trabalhasse fora, pois o fato de ser dona de casa não me deixa menos mulher.
Acredito que tive a sorte de poder fazer esta escolha pela boa situação financeira de meu companheiro, que consegue bancar tudo numa boa e não me respeita menos por isso, pelo contrário, valoriza muito todo o trabalho que tenho para manter a casa e toda a família cuidada e feliz.
Me respeito e me valorizo até mais por ser uma dona de casa Feliz!
Eu estou tentando tomar a tal decisão!! Tenho sentido muita falta de estar mais perto dos meus filhos…
Adorei o post, eu como dona de casa, ainda me sinto meio desconfortável quando alguém me pergunta no que eu trabalho, ás vezes ja respondo me justificando, como se isso fosse errado. TODAS as minhas amigas trabalham fora e me questionam se não sinto falta de ter o meu dinheiro, como se o dinheiro do meu marido não fosse meu tb, afinal, não trabalhando fora não contribuo com o dinheiro de fato, mas tb evito que uma boa parte dele seja gasto com coisas que estando em casa não são necessárias, como com babá , empregadas e coisas assim.
Ainda estou me adaptando mas amei conhecer o blog e saber que não to sozinha nessa questão.
Bjos!
É assim mesmo Aline, a gente fica tentando se explicar, mas isso vai mudando, e nós vamos ficando mais seguras e confiantes. Sinta-se bem entre nós!
Adorei Re!!Muito bem colocado esses parâmetros..Super bjs
Eu sempre vi as minhas amigas tentando lembrar a época que estudavam também ao ver as lições dos filhos. No começo até que é fácil… depois deve ir complicando… e pra quem tem paciência, aprende-se tudo de novo, e no contexto, não se pode fazer a lição pelo filho que pode ter a preguiça ao lado… estudar o que é chato é chato!
Mas a vida tem os dois lados, não é?
Ai! Quem dera podermos nos dar ao luxo de optar se queremos ou não ser apenas dona de casa. Afinal, trabalhando fora, não temos como pagar alguém pra estar no nosso lar, muitas vezes e acumula-se tudo.
Bom era podermos optar. Mesmo com todas as funções descritas… pode-se ser feliz. E as novelas a gente vê sim! Enquanto passa a pilha de roupa… ou tecla no PC… rsrs
Amei o texto Renata!
Eu sou do lar, sim! E com muito orgulho. Talvez possa ser por opção, mas também acho que é privilégio para poucas, porque as vezes tem mulheres que gostariam de ficar em casa, junto com seus “filhotes’, acompanhando as melhores fases de suas vidas e não podem porque tem que ajudar a complementar a renda familiar!
Eu me sinto privilegiada, porque foi uma questão de escolha e q meu marido consegue arcar com as despesas da casa sozinho!
Tenho 2 filhos, um de 11 e outro de 3 anos e estou cursando pedagogia. Quando eu achar que for a hora certa, voltarei para o mercado de trabalho com o sentimento de dever cumprido!
Bjus!!!!!
Também penso assim, com orgulho!
Adorei o texto. A gente tem mesmo que se valorizar! Nosso trabalho é tão importante quanto qualquer outro!