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Quando pensamos em comer melhor, ser mais saudáveis, podemos não imaginar o quanto isso influencia todo um sistema ao nosso redor. O mesmo vale para os alimentos não saudáveis, obviamente. Ao compreender que cada produto escolhido na hora de ir ao supermercado ou antes mesmo, quando compomos nosso cardápio semanal, priorizando determinados alimentos em detrimento de outros, estamos decidindo, de certa forma, o rumo da vida (e não só a nossa). Ao pensar dessa forma, faz parecer um peso muito grande para carregar, já que ninguém deseja comer algo porque isso vai mudar o mundo e sim porque lhe apetece saborear determinado alimento naquele dia. No entanto, depois de adentrar neste mar biológico que tem suas raízes na sustentabilidade (biológica, ecológica e econômica) fica quase inevitável não pensar duas vezes naquilo que comprarei à partir de hoje. E foi na Feira Fa’ la cosa giusta que aconteceu no final de março, que pude conhecer bem de perto muito dessa filosofia ecologicamente sustentável.
Meu primeiro encontro foi com a seção Mangia come parli, cuja tradução mais justa que consegui chegar é: coma regionalmente. Este foi o tema especial da Feira de 2011 e apesar de não ter sido o principal destaque da Feira de 2012, para mim, ela foi marcante. Sim, porque além de experimentar as delícias oferecidas, pude conhecer melhor a filosofia que opera por traz de um alimento sustentável. Basicamente, comer um alimento biológico, 100% sem agrotóxicos, requer que o caminho da sua produção até o consumidor seja curto e por isso, são usadas expressões como “produção de cadeia curta”, “alimento a quilômetro zero ou zero km”. É como voltar ao início de tudo, já que nos primórdios da vida, nossos antepassados comiam aquilo que estava ao seu alcance.
Optar por comer alimentos saudáveis se torna mais que um estilo de vida. Sim, porque escolhendo alimentos regionais, você auxilia e incentiva os pequenos produtores, podendo proporcionar o que, aqui na Itália, chamam de equobiologico, ou seja, além de biologicamente correto, é justo nos seus tramites financeiros. Isso significa que um alimento equo tem um preço sustentável, não sendo caro para quem compra e nem barato demais para quem vende.
Este conceito de sustentabilidade também engloba o modo de cozinhar. Atualmente existem diversos recursos que podem ser explorados para cozinhar de forma a proporcionar o menor impacto ambiental possível. Uma defensora árdua dessa nova filosofia de vida é Lisa Casalli, autora do livro Cucinare in lavastoviglie (cozinhar na máquina de lavar louças). Ela ensina como a dona de casa pode cozinhar usando a máquina de lavar louças, além de utilizar diversas partes dos alimentos que habitualmente costumamos desprezar durante o preparo de uma refeição. Esses e outros novos conceitos de vida e cozinha saudável tem ganho espaço cada vez maior num mundo que tem se preocupado e procurado alternativas de poluir menos.
Fico aqui curiosa para saber o que você, sendo ou não dona de casa, pensa sobre tudo isso. A teoria toda é linda, mas na prática, na sua cozinha existe espaço para a sustentabilidade?
Deixo com vocês alguns sites de produtores que conheci durante a Feira: â
Algumas das bancas que visitei na feira:
Comprei um azeite de oliva trufado. 250gr ,10 euros. Não tem explicação a delícia do azeite, indico!
Pela defesa de um alimento bom, limpo e justo para quem come e para quem produz.
Produtos biológicos.
Produz azeite de oliva biológico.
Produtos biológicos.
Maçãs bio. Posso dizer que uma maçã bio faz a diferença. Morei durante um período num lugar onde havia plantação de maçãs e elas levam muito insecticida.
Leite e cosméticos feitos de leite de Jumenta.
Se você quer mais informações sobre este assunto, confira esses sites:
Um abraço,
{Daniela}
3 respostas a Coma regionalmente, além de saudável é sustentável