Bolso de menino – o que aprendi com meu filho

Tenho 3 filhos, duas meninas e um menino, que é o filho do meio e no momento em que escrevo esse texto tem 8 anos. Com ele aprendi que os meninos gostam de colecionar coisas, objetos que possuem um significado que nem sempre conseguimos perceber. Só quem é mãe de um (ou mais) sabe o que se pode encontrar dentro de um bolso de menino. 
 
Não há ninguém como eles para meter num só bolso: um canivete enferrujado, uma fruta pela metade, um pedaço de cordão, um saco de pano vazio, dois bombons, seis moedas, um pedaço de algo desconhecido, e um autêntico anel supersônico, de plástico e com um compartimento secreto. – Yan Marten
 
Lavar a roupa é uma das minhas responsabilidades como dona de casa (minha e da minha amigona máquina de lavar). Enquanto faço isso, normalmente as crianças estão na escola, e ao esvaziar os bolsos, posso observar nitidamente e quase que vivenciar o que foi o dia do meu filho.
Confesso que muitas vezes só encontro areia, terra, barro, grama e coisas parecidas que indicam que ele rolou divertidamente pelo chão, sem medo de se sujar (ou então está transportando areia clandestinamente para alguma construção que eu desconheço). 
Mas algumas vezes, ah, algumas vezes encontro peças misteriosas, pedaços de madeira, parafusos, parte de algum brinquedo quebrado, sementes, pétalas, botões… e começo a imaginar o que o levou a parar por alguns instantes, se abaixar, coletar aquele objeto e decidir mantê-lo em sua posse dentro de algum bolso. bolso de menino
Qual foi seu critério? Teria sido a forma, a textura, a possibilidade, o brilho? Será que aquela pétala foi na intenção de trazer uma flor para a mãe? 
Quanta poesia pode caber no bolso de um menino, quantas aventuras pode viver num só dia?  Continuo meu trabalho após explorar com alguma curiosidade e expectativa os bolsos do meu menino, a pilha de roupas está à minha espera, mas agora com um sorriso no rosto!
Quando ele chegar vai levar um grande beijo, sem entender bem o motivo, mas eu sei, e basta. Na opinião dele as mães são seres que gostam de muitos abraços e beijinhos, mas ele não entende bem isso.  
Aprendi que pequenas coisas assim como pequenos gestos podem nos fazer felizes, nem que seja por um instante. 
bolso de menino
 Foto: Rute Carla 
 
{Renata Marques}
 

O uso correto das sacolas reutilizáveis – ecobags

Seja por imposição dos mercados ou por uma opção ecológica pessoal, é cada vez mais comum a dona de casa ir às compras levando as sacolas de casa, que também são conhecidas como ecobags. 

Lembro do tempo que minha mãe levava umas sacolas feitas com palha de milho para carregar as compras (anos 70/80), até que veio a era do descartável e as lindas sacolas de palha de milho deram lugar para as sacolas de papel seguidas rapidamente pelas sacolas de plástico descartáveis. 

sacola de palha de milho

Dicas para o uso correto das sacolas: 

Limpeza: Não esquecer de limpar no mínimo semanalmente para evitar proliferação de bactérias que podem deixar sua família doente. Lavar com água e sabão (pode usar também o vinagre para desinfetar).

Propósito: Tenha sacolas distintas para os vegetais crus, outra para as carnes e mais uma para os restantes produtos, tendo o cuidado de não misturar produtos de higiene e limpeza com os alimentos como faria se fosse usar as sacolas plásticas. 

Exclusividade: As sacolas utilizadas para compras não devem ser utilizadas para transportar ou armazenar outros itens como roupas, sapatos ou outros objetos e vice versa. 

{Renata Marques}

 

Comida e moda combinam – Gretchen Röehrs

Quando uma criança fica enrolando sem querer comer diante de um prato e começa a brincar a primeira coisa que dizemos é que com comida não se brinca, mas uma Fashion Designer decidiu que não é bem assim, dá para brincar com comida sim, e de um jeito bem criativo! 

Em sua conta do Instagram Gretchen Röehrs brinca e consegue encontrar um paralelo entre dois mundos aparentemente distintos: comida e moda. Uma casca de banana pode ser um macacão e uma alface frisada farfalhuda pode ser um vestido rodado, por que não?

Suas fotos de comida despertam em nós não a vontade de comer, mas a vontade de vestir! Inspirada em modelitos reais ou criando modelitos que poderiam ser reais, a comida ganha outros contornos e com suas cores, texturas e formas, servem de inspiração para novos estilos. Uma criatividade bonita de se ver.

Conheça um pouco do trabalho da Gretchen Röehrs: 

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Super fofo né? Daquelas coisas que a gente pode dizer: tentem fazer em casa!

Abraços, 

{Renata Marques} 

A ajuda que atrapalha

O que vou falar hoje é sobre a ajuda que atrapalha no sentido de ajudar a fazer as tarefas domésticas do dia a dia do nosso lar. Pretendo analisar os dois lados, de quem dá e de quem recebe, sob a perspectiva de uma dona de casa que é responsável pelos afazeres domésticos.  

Desde crianças aprendemos sobre metamorfose. A lagarta para virar borboleta passa pela fase do casulo, e quando chega a hora certa a borboleta começa sua luta para romper e sair do casulo que já não serve para ela. Ao assistir, temos vontade de dar uma ajudinha para acelerar ou facilitar o processo, na boa intenção de ajudar a linda borboleta que vai sair, a poupar seus esforços. Eu já fiz isso quando era criança, resolvi dar uma força para ela, e o resultado, bem, digamos que nunca mais vou repetir. A borboleta tinha as asas enroladas, e acabou por ficarem assim, atrofiadas, e aquela borboletinha nunca pode voar. 

É muito importante avaliarmos se a ajuda será útil, e se o fazemos por nós ou pelo outro. 

A ajuda que atrapalha quando recebemos: 

No contexto do lar, quando o marido diz que vai “dar uma ajudinha” ou comenta com alguém que “ajuda” em casa, logo acende uma luzinha de alerta na minha mente. Se a pessoa vive naquele lar então tudo o que faz não pode ser considerado ajuda, já que é direta ou indiretamente em benefício próprio ou no mínimo em benefício comum.

Não podemos considerar que um filho ou filha “ajudam” quando fazem a própria cama, ou levam o lixo que produziram. Esse tipo de “ajuda” na verdade é colaboração, é trabalhar junto, em equipe, e é assim que deve ser considerado. Não apenas uma participação especial, mas uma responsabilidade, por menor que seja. Ao aceitarmos a “ajudinha” podemos passar a ideia errada que o outro não tem nada a ver com aquilo.

A ajuda que atrapalha quando oferecemos:

Assim como eu queria acelerar o processo da borboleta já quis muitas vezes acelerar o processo da minha filha arrumar a própria cama ou acelerar o processo do meu marido estender a roupa. Nessa ânsia simplesmente peguei e fiz, eles assistiram e saíram da experiência sabendo menos do que sabiam antes, muito menos estimulados a fazerem a tarefa, saíram com as asas atrofiadas. 

Para uma dona de casa experiente é um exercício penoso ver alguém fazer de forma atrapalhada ou imperfeita alguma tarefa que fazemos ágil e impecavelmente. Mas quero reforçar que é IMPORTANTE esse processo de aprendizado, de esforço, de dificuldade, de imperfeição. 

Quando realmente queremos ajudar não podemos tirar a oportunidade do outro poder fazer, especialmente se estamos falando de jovens e adolescentes. A velha máxima “ninguém nasce sabendo” ainda é válida. 

Abraços, 

Renata Marques